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ATENDIMENTO DIFERENCIADO A CLIENTES
 

Atendimento diferenciado e competente gera uma imagem positiva na mente do cliente, favorecendo o sucesso da empresa.

Apesar de sua importância, o atendimento ao cliente em muitas empresas vem sendo executado sem o merecido comprometimento dos funcionários. E é bom que se frise que não importa o nível hierárquico na organização, todos que tiverem contato direto ou indireto com o cliente são considerados pessoas envolvidas no atendimento. O cliente é aquele que entra em contato com a empresa para solicitar um serviço/produto, falar com um funcionário ou simplesmente pedir uma informação. Logo, a conduta de qualquer funcionário para com essas pessoas deve ser o de tratá-las como clientes, sendo a primeira condição nesse sentido, a não discriminação das pessoas.

O atendimento pode ser deficiente porque o funcionário não conhece aquilo que o cliente lhe pede, mas também pode ser deficiente devido a percepções distorcidas, ressaltando-se que a percepção sofre distorções porque as pessoas são influenciadas por fatores pessoais ou situacionais que, no atendimento, interferem no relacionamento. Entre os fatores pessoais, há alguns difíceis de controlar: um funcionário adoentado ou com problemas domésticos pode se mostrar menos atencioso. O mesmo costuma ocorrer diante de fatores situacionais, como o barulho excessivo ocasionado por reformas no local. Mas importante para a empresa é o fato dos fatores pessoais, individuais, tal qual os situacionais, poderem ser localizados e alterados através de vários recursos (como os treinamentos técnicos e comportamentais). Todo funcionário é passível de ter preconceitos ou de acreditar em rótulos conferidos a raças, tipos físicos, hábitos ou uso de expressões. Muitas vezes, já ao entrar na empresa e antes de se dirigir ao funcionário, o cliente é rotulado de simpático ou antipático (pelo tom de voz e pela expressão fisionômica, por exemplo) ou de amável ou desagradável (pelos gestos ou pelo modo de andar). Pode, ainda, deparar-se com um funcionário que acredita que pode, de antemão, “adivinhar” tudo que ele deseje, não lhe dando oportunidade de exprimir livremente seus desejos. Em situações como essas (bem como no caso de um funcionário que tenha preconceito racial e que por isso atende mal a determinadas pessoas), o cliente não será ouvido ou visto em sua plenitude como cliente e ser humano. Na verdade, será atendido do modo como o funcionário imagina que o outro seja.

Entretanto, cada situação de atendimento é única, variando de pessoa para pessoa e de momento para momento. Isso justifica a necessidade do atendimento ser diferenciado. As pessoas sentem necessidade de serem tratadas como únicas e muitas vezes essa necessidade é mais importante que os negócios ou problemas que procuram resolver. Assim, o cliente supõe que tanto a empresa como o seu funcionário devem atendê-lo de forma especial, única. O cliente espera que a empresa reconheça a sua importância e da solicitação que faz. E que o funcionário, além de reconhecer isso, favoreça, com o auxílio de seus conhecimentos técnicos, a realização dos negócios.

Há também o caso em que um cliente bem tratado pode acabar não sendo atendido em seus negócios. Como foi bem tratado, mesmo não sendo atendido nos negócios, ele não levará uma imagem negativa da empresa. O inverso, porém, não ocorre. A empresa pode estar estruturada para atender ao cliente mas se não tiver funcionários preparados para lhe dispensar o devido tratamento, colocará em risco todo o seu investimento. Essa é uma questão muito importante. Todos nós já passamos por uma situação semelhante numa loja, num posto de gasolina, numa agência bancária ou em outro local. O funcionário distante, mal-educado, lerdo ou ansioso acaba por nos afastar, fazendo-nos procurar uma empresa concorrente. Exatamente por isso, a preparação dos funcionários para o bom tratamento dos clientes faz parte da preocupação da empresa com o atendimento.

O atendimento ao cliente é uma função que jamais se mostra rotineira, já que cada situação mostra-se única, com características próprias. Constitui sério erro definir o atendimento ao cliente como trabalho de rotina, pois isso acaba reduzindo essa função vital a um mero elenco de regras e procedimentos, perdendo com essa redução, uma riqueza em termos de troca de informações e dinamismo com o ambiente mercadológico.


* Paulo César T. Ribeiro é psicólogo, consultor de empresas, “coach" e "headhunter", conceituado entre os melhores apresentadores por sua reconhecida experiência em treinamentos voltados ao comportamento gerencial e ao desenvolvimento de líderes, equipes e outros diversos temas. Diretor da CONSENSOrh.