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A CHAVE PARA A LIDERANÇA DO SÉCULO XXI
Mônica Cristina Landim*

Muitos estão em busca desta "chave", tal qual na lenda do Santo Graal. Contudo, por tudo que já pesquisei sobre liderança, creio que ela ainda não foi encontrada. Entretanto, percebi algumas linhas muito interessantes que estão buscando ultrapassar as fronteiras dos antigos modelos de gestão e indicar novas direções. Entre estas linhas, quero destacar alguns pontos que me chamaram a atenção:

  • A liderança com alma – onde entra em cena não só o conhecimento técnico, mas também o potencial intuitivo do líder e sua capacidade de se conectar com seus colaboradores de forma mais humana e profunda. Deixando de ser uma figura temida, para ser uma figura querida e respeitada.
     

  • O foco do líder em desenvolver as potencialidades e competências de seus colaboradores buscando formar uma equipe integrada, madura e confiante. Este aspecto é um dos mais trabalhosos, pois, ao invés de apenas comandar, o líder procura identificar os diferentes potenciais de seus liderados e encontrar formas de ajudá-los a perceberem diferentes possibilidades de autodesenvolvimento. Muitos ainda acreditam que não cabe ao líder ensinar ninguém, mas os "verdadeiros líderes" têm prazer em perceber que seu papel vai muito além de conduzir a equipe, cabe a eles o estímulo a geração de novos líderes, atuantes, pensadores, tomadores de decisão, negociadores enfim, pessoas com senso de autonomia bem desenvolvido, cuja tendência é promover resultados cada vez melhores para a organização onde atuam.
     

  • O diálogo promovendo a integração da Equipe. Aqueles que foram além, descobriram o verdadeiro impacto do diálogo profundo. Não aquele pró-forma onde uns poucos falam e os outros fingem que ouvem. Mas, um diálogo autêntico onde os assuntos são colocados para a equipe e todos tem oportunidade de se pronunciar, ampliando os laços que os unem em torno de objetivos comuns. Este diálogo oferece a oportunidade de trazer à tona diferentes visões, buscando unificá-las em torno de objetivos comuns, para que se consiga maior sintonia no trabalho conjunto.
     

  • A soma de diferentes talentos e o estímulo a cooperação para que uns aprendam e contribuam com os outros acelerando o desenvolvimento de todos os membros da equipe realmente envolvidos no processo não só de "cumprir com suas tarefas", mas de trabalhar de forma responsável e consciente, buscando melhorar continuamente a si próprios e ao trabalho que realizam.
     

  • A escolha de objetivos a serem trabalhados de forma clara e desafiante. Só alcança este tópico o líder que realmente conhece seus colaboradores, pois é preciso sabedoria para dosar os desafios de forma a mantê-los estimulantes e direcionados a quem realmente está apto a ultrapassá-los.
     

  • A força do significado – este é um fator ainda pouco explorado, mas de forte impacto na produtividade da equipe. Pois, ao encontrar significado naquilo que faz as pessoas se envolvem e se empenham muito mais, além de sentirem-se realizadas ao alcançarem suas metas.
     

  • O papel do líder como catalisador de resultados – ao conseguir trabalhar os pontos acima relacionados o líder passa a acelerar os resultados de sua equipe, pois sabe exatamente quem está mais apto a fazer o que e como delegar os desafios na dose certa para obter os resultados desejados.

O que mais me chamou a atenção nestas tendências é o foco no desenvolvimento do SER HUMANO e seus potenciais, promovendo impactos positivos que irão contribuir não só com as empresas, mas também com as comunidades onde estão inseridas e conseqüentemente com as nações e o mundo globalizado em que vivemos. Diferentes estudos e pesquisas mostram que estamos apenas no limiar deste tipo de liderança, ainda há muito o que descobrir e aprimorar. Mas, os resultados iniciais são animadores, visto que, com esta linha de atuação consegue-se não só maior produtividade, mas também maturidade da equipe, uma vez que os colaboradores são cada vez mais incentivados a trabalharem em seu autodesenvolvimento contínuo e a atuarem de forma consciente e responsável.

Deixo no ar algumas perguntas (a líderes formais e informais e àqueles que hoje sentem-se apenas como colaboradores) que você pode responder para si mesmo (a título de reflexão), pode debater com sua equipe ou ainda pode nos responder, para que possamos criar um painel a respeito:

  • Você é contra ou a favor deste tipo de liderança? Por quê?

  • Que papel você pode desempenhar para promovê-la ou reforçá-la?

  • O que cada um de nós pode fazer para criar condições para que o "líder que há em nós" possa emergir e contribuir aumentando os laços de cooperação e interação da equipe da qual fazemos parte?

  • Os tópicos apontados já fazem parte do seu dia-a-dia? Que resultados têm trazido?
     

(*) Mônica Cristina Landim é facilitadora e consultora em desenvolvimento humano com ênfase em Comunicação, Criatividade e Inovação, Trabalho em Equipes e Qualidade no Atendimento e no Processo. Pesquisadora da Relação Corpo-Mente, Expansão da Consciência, Pensamento Criativo. Consultora associada à CONSENSOrh Rec. Humanos & Tecnologia.