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DESEMPREGADO: O QUE FAZER?
Paulo Cesar T.
Ribeiro
Como primeiro artigo da “nova fase”,
iniciada com a reabertura de minha empresa,
a Ad Vivum Consultoria Organizacional, optei
por um assunto que tem abrangência social: o
desemprego. Convicto que uma situação como
essa pode, e deveria sempre, representar uma
renovação ou mesmo uma alternativa que leve
à melhoria na qualidade de vida, seguem
abaixo algumas recomendações pertinentes a
esse período de busca de uma nova
oportunidade de trabalho.
O quadro, normalmente, é o seguinte: Um
convite para uma reunião... De repente, vem
o susto e, em seguida, a estranha e
desconfortável sensação de ter de enfrentar
o desemprego sem saber ao certo o que fazer
para reconquistar uma boa posição no mercado
de trabalho. Que atitude assumir?
A partir da observação de experiências de
diversos profissionais de diferentes níveis
hierárquicos, relaciono algumas
recomendações que considero importantes e
que podem ser seguidas por todos os que se
encontram nessa situação:
- Ponha
os pés no chão e confronte a realidade
da forma como ela é, sem nenhuma
fantasia. Esse poderá ser um período
difícil e que exigirá disciplina e
motivação contínua, porisso, não
disperse. Como disse Henry Ford, “os
dias prósperos não vem por acaso, nascem
de muita fadiga e persistência”.
-
Analise as informações sobre mercado de
trabalho, tendências de desemprego,
taxas de crescimento de emprego, etc.,
com muito cuidado pois podem se basear
em dados originalmente tendenciosos.
Portanto, ao recebê-las, analise-as com
uma visão mais ampla que os dados
estatísticos: há mais ou menos pobreza?
há aumento de atividades liberais e/ou
autônomas? que tipo de trabalho está
sendo “terceirizado”? o trabalho não
registrado consta nas estatísticas ou
não? E várias outras questões que podem
nos dar uma tendência mais realista do
mercado de trabalho. Pense em novas
formas de exercer a atividade
profissional e que provavelmente não
estão sendo contabilizadas nessas
famosas estatísticas.
- Defina
os seus objetivos profissionais à luz de
suas reais necessidades, buscando
soluções que sejam possíveis de serem
alcançadas e que dependam somente do seu
próprio esforço e da sua capacidade
profissional e pessoal (e não do esforço
ou influência de outros). Objetivos
inalcançáveis podem lhe trazer
frustrações e isso poderá lhe deixar
apático e deprimido.
-
Concentre sua atenção no que é crítico
(importante e urgente ao mesmo tempo).
Deixe o resto para depois. Como
estratégia, defina metas, sendo a
primeira delas, conseguir oportunidades
de apresentar as suas qualificações
profissionais, apenas isso. Na
entrevista, seja autêntico e faça a sua
parte. A decisão sobre a contratação,
infelizmente não é sua, logo considere a
sua missão cumprida e livre-se da
ansiedade, que poderá lhe deixar
agressivo, stressado, intolerante,
impaciente, prepotente, etc., e isso não
lhe ajudará em nada.
- Cuide
de outros aspectos da sua vida para
manter-se forte e motivado. Ninguém é
tão poderoso que não precise nunca de um
amparo, logo, também dedique um tempo
para melhorar seu relacionamento com seu
par, sua família e seus amigos. E cuide
da sua saúde!
-
Mantenha rígida disciplina com relação à
sua busca: não deixe prá amanhã, não se
distraia com suas metas, não complique
as coisas, não fique em dúvida: faça!
- Vai
querer levar vantagem em tudo? Então
“dançou”. Não se pode ter tudo na vida e
você vai ter que tomar decisões, isto é,
fazer escolhas. Você está disposto a
pagar o preço de sua escolha?
- Não se
desespere e faça uma profunda reflexão:
Você realmente quer voltar a trabalhar
ou prefere ficar chorando pelos cantos
(como se fosse uma coitada vítima),
tentando manipular os outros com sua
situação e dessa forma receber afeto,
atenção ou até mesmo uma ajuda
financeira dos parentes?
-
Prepare o seu curriculum de forma
simples, objetiva e direta e aproveite
para sanar deficiências profissionais,
fazendo algum novo curso de
aperfeiçoamento.
-
Ofereça-se ao mercado de trabalho, indo
pessoalmente ou respondendo aos anúncios
de recrutamento. Lembre-se, a maioria
das oportunidades não são anunciadas e
você é quem deve identificá-las, assim
não fique esperando. Acorde cedo e
procure as empresas, pequenas ou
grandes, que lhe interessam; veja os
anúncios nos jornais (normalmente
domingos e quintas-feiras), ao andar
pela cidade, observe as placas de
recrutamento das empresas, fique
antenado todo o tempo, afinal esse é o
seu trabalho: identificar oportunidades
de apresentar as suas qualificações
profissionais.
-
Procure as Consultorias de Recursos
Humanos e as agências de recrutamento,
inclusive as do governo. Todas também
são boas fontes de recrutamento.
- Nesses
“cyber days”, é imprescindível navegar
na internet pois muitas oportunidades de
emprego estão sendo divulgadas através
dessas redes. Busque os sites de
empregos e os portais das empresas –
muitas delas oferecem um link para o
cadastramento de curriculum. Além disso,
você poderá informar, num “chat”, que
está precisando do emprego. Não perca
tempo: Conecte-se!
- Antigo
porém sempre atual, vale prestar atenção
ao adágio do velho guerreiro: “quem não
se comunica, se trumbica”. Não dá se
isole de “bronca” ou vergonha de amigos
ou parentes. Vá à luta e abra os
pulmões: Comunique-se, amplie seu raio
de ação em termos de amizade, faça novos
amigos, fale de você, quem é você, o que
pretende e aonde quer chegar, qual o seu
potencial, fale daquilo que você sabe
fazer muito bem, enfim, exponha-se! Em
qualquer momento alguém vai lhe dar uma
“dica” ou mesmo lhe oferecer um emprego.
Aproveite!
* Paulo
César T. Ribeiro é psicólogo, consultor
de empresas, “coach" e "headhunter",
conceituado entre os melhores apresentadores
por sua reconhecida experiência em
treinamentos voltados ao comportamento
gerencial e ao desenvolvimento de líderes,
equipes e outros diversos temas. Diretor da
CONSENSOrh. Email: paulo.ribeiro@conrh.com.br.
Fone: 11.50878897
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