Bem Vindo ao Site da CONSENSOrh.
A CONSENSOrh é uma consultoria de Recursos Humanos dedicada ao desenvolvimento de empresas, com foco no desenvolvimento de seus profissionais.

» A Chave para a Liderança do Século XXI

» Acomodando as Mudanças e Tornando-se Empresa de Futuro

» Atendimento Diferenciado a Clientes

» Atuando em Treinamentos Comportamentais

» Características do Líder do Terceiro Milênio

» Como a Inteligência Afeta Nossa Vida e Carreira

» Como Fazer Mudanças em Si Mesmo e nos Outros

» Competências de Liderança

» Correlação Entre Cultura Organizacional e Enfoque de Avaliação e Desenvolvimento

» Da Profissão do Papalagui

» Desempregado - O Que Fazer ?

» Desenvolvimento Através de Coaching

» Desenvolvimento de Equipes

» Desenvolvimento, Ato de Conscientização

» Ética, Cidadania e Liderança nas Empresas

» Fui Promovido a Chefe, O Que Faço?

» Gerência: Sem Felicidade Não Há Eficácia

» Gestão de Mudanças ou de Crises?

» Inteligência Emocional

» Líder, Prepare-se para o Futuro

» Liderança Humanista e Evolução

» Modo de Ver o Mundo

» O Equilíbrio Emocional do Líder

» O Profissional de RH e os Programas de Iniciação Profissional

» O RH e o Início de Carreira dos Jovens

» O Valor da Inteligência Emocional em Recrutamento e Seleção

» O Valor e a Importância da Área de RH

» Prevenir Conflitos ou Soluciona-los

» Recrutar e Selecionar para Melhorar a Empresa

» Trabalho e Saúde

» Trabalho em Equipe - Cooperação ou Saudável Competição Interna

» Traços de Liderança no Terceiro Milênio

» Treinamento - Expansão da Consciência Profissional

» Treinamentos de Líderes - Foco no Humano ou no Técnico

» Vamos Mudar a Forma de Ver as Coisas

 

 

DESENVOLVIMENTO ATRAVÉS DE “COACHING”
Paulo Cesar T. Ribeiro*



Como estratégia de um moderno gerenciamento de Recursos Humanos, cada vez mais as empresas utilizam-se do coaching para incrementar a performance dos seus profissionais e, por conseguinte, da própria empresa. Como pano de fundo a um processo de coaching, estão os resultados almejados no planejamento (seja estratégico ou operacional), na condução de equipes em fases de mudanças (incluindo-se fusões de empresas), na preparação de “back up´s” para as várias posições gerenciais, e tantos outros fatores de igual importância no gerenciamento de RH. Mas para que isso funcione satisfatoriamente tem que haver, por parte do coach, um sério compromisso e real disponibilidade em considerar o seu “orientando” em toda sua plenitude, ou seja, considerá-lo não só em seus aspectos e interesses profissionais como também nas demais dimensões da sua vida pessoal.

Sob a minha própria ótica, o coaching é o ponto alto de um processo maior, o assessment, e sempre será melhor se houver, por parte do profissional que recebe esse tipo de suporte, uma postura de humildade e plena sintonia com a sua realidade profissional. Normalmente o coaching ocorre em conseqüência das avaliações realizadas durante o assessment, quando, à luz das competências definidas pela empresa para determinadas funções, os profissionais são analisados em seus aspectos comportamentais e técnicos, falando-se de forma simplista. Claro que alguns profissionais podem discordar das observações ou dos resultados obtidos através do assessment mas a melhor pergunta que cada envolvido poderia se fazer nesse momento é “Será que sou o profissional que imagino ser?”, e a partir daí, aproveitar ao máximo o feedback que os consultores ou as chefias podem dar, visando o seu crescimento profissional.

Outra excelente oportunidade para proceder a uma reflexão quanto ao desenvolvimento profissional é o momento em que o profissional percebe que as “coisas do trabalho” não estão indo (ou nunca foram) tão bem quanto se esperava ou imaginava que fosse. Maior proveito obter-se-á com a percepção de que a performance profissional já não corresponde às expectativas dos chefes ou dos clientes, ou que há uma elevada incidência de conflitos com outras pessoas, ou mesmo que o conhecimento técnico (antes elogiado) está distante do que poderia ser convencionado como vanguarda. É como olhar-se no espelho e levar um “choque de consciência” - de que o profissional que se imaginava ser está bem distante daquele que existe no momento presente.

Obviamente, ao lado da estranha e desconfortável descoberta de que a auto-imagem profissional não corresponde à percepção dos colegas, chefes e/ou clientes, surge uma sensação de desconforto, de insegurança e de perplexidade frente à nova realidade, sem que se saiba como reconquistar o status no mercado de trabalho. As mudanças do mundo globalizado trouxeram também a ansiedade e a perplexidade aos profissionais em geral, haja vista que, como às empresas foi “imposta” uma transformação profunda em busca de competitividade, houve necessariamente um descortinamento de fraquezas e incapacidades pessoais, provavelmente daqueles que não cuidaram de suas carreiras acreditando que nada iria abalá-las. São esses, por certo, os mais resistentes numa organização pois se vêem despreparados e inseguros diante da necessidade de dar o melhor de si e não fracassar.

O aspecto positivo disso é que a experiência mostra que essa é a hora certa para um processo de coaching (preparação, treinamento, orientação), ou seja, é o melhor momento para que se inicie um processo de crescimento que permita a (re)descoberta das próprias potencialidades, com vistas a fixar-se no mercado com um dos mais valorizados perfis para esses dias de alta competitividade: um profissional que sabe exercer o seu talento, a sua competência e a sua autoridade e que assume a inteira responsabilidade pelo seu próprio desempenho e crescimento profissional.

Há diversas maneiras de se conduzir o coaching. A forma clássica prevê encontros entre o profissional e o seu coach (consultores com formação adequada a esse tipo de atividade) numa freqüência previamente estabelecida. Essas sessões dedicam-se essencialmente às questões da vida profissional do “orientando”, estimulando-o a confrontar as situações da realidade, da forma como elas verdadeiramente são, sem fantasiar sobre isso, sem nunca “tirar os pés do chão”, buscando as soluções que dependam do próprio esforço e da própria capacidade profissional e pessoal. É como se o trabalho focasse o valor real do profissional (às vezes alguns se desvalorizam absurdamente, em outras, o sujeito se dá um valor irreal), para que a partir da tomada de consciência, passe a olhar o mundo e ajustar-se nele com aquilo que realmente é capaz. Assim, se o “orientando” percebe-se carente de algum recurso tecnológico, de alguma técnica de gerenciamento, enfim, de algum aprimoramento profissional, ele buscará a solução não porque lhe disseram mas sim porque aprendeu a perceber-se com realismo, o que também constitui-se num avanço em direção à felicidade: saber o que somos!

Deve ficar claro que o coaching não transforma uma pessoa com poucos recursos profissionais num superboss, num “multitarefas”, num superhomem. Mas, seguramente, é um processo que poderá colocar essa pessoa, do jeito que ela realmente é, defronte a si mesmo, estimulando-a a assumir total responsabilidade por aquilo que busca profissionalmente para si mesma.

* Paulo César T. Ribeiro é psicólogo, consultor de empresas, “coach" e "headhunter", conceituado entre os melhores apresentadores por sua reconhecida experiência em treinamentos voltados ao comportamento gerencial e ao desenvolvimento de líderes, equipes e outros diversos temas. Diretor da CONSENSOrh. Email: paulo.ribeiro@conrh.com.br. Fone: 11.50878897