TREINAMENTO:
EXPANSÃO DA CONSCIÊNCIA PROFISSIONAL
Paulo Cesar
T. Ribeiro*
Reforçar teamworks tem representado,
praticamente, a consolidação de um modelo de
empresa, como conseqüência por seguirmos o
caminho natural da consciência humana. Essa
tendência ganha mais força com a emergência
do paradigma sistêmico, que remove o
mecanicista e reducionista e permite um
maior envolvimento do todos no esforço
empresarial.
Quando
divulgamos o trabalho da Consensorh, ousamos
dizer que somos uma consultoria dedicada ao
desenvolvimento de empresas com foco no
desenvolvimento humano; focamos a expansão
da consciência para que cada pessoa se torne
responsável por si, pelas demais pessoas e
pelo ambiente a que pertence, seja empresa,
família, cidade, etc. Com certeza, pelo
menos para nós, está comprovado que o
principal meio de alcançar essa expansão de
consciência tem sido, de fato, as atividades
de treinamento, desde que o facilitador
promova o alinhamento do aprendizado
“racional” com o que costumamos chamar de
“aprendizagem emocional”. Isso ocorre com
mais freqüência em atividades
comportamentais e em cursos de
desenvolvimento gerencial, sendo a
aprendizagem “emocional” importante para que
ocorram mudanças de atitudes e suas
conseqüências, em termos de atuação e
eficiência. Quer dizer, o envolvimento
emocional ao lado da absorção de
conhecimentos, da troca de informações, da
troca de experiências, do pensar/analisar e
da expressão de sentimentos e anseios, num
misto de lógica e devaneios, permite
“insights” e conscientizações que modificam
percepções, conhecimentos e sentimentos,
mudando, igualmente, a predisposição para
agir, vivenciar e aprender: aprender a
partir da experiência alheia e da própria
experiência.
Estimulando-se a expansão de consciência dos
trabalhadores, cria-se um lastro adequado e
propício para o desenvolvimento e
crescimento da empresa, haja vista que a
expansão traz consigo a eficiência nos
processos e a preocupação com resultados
eficazes para todos os membros do time
organizacional. Vejamos, como exemplo, um
“treinamento de comunicação humana” (como se
fala comumente), que visa eliminar as
barreiras e dificuldades na comunicação
interpessoal: as pessoas envolvidas começam
a se entender, na empresa, de modo efetivo e
afetivo, surgindo com isso uma consciência
de teamwork. Ora, teamwork não é só uma
equipe fazendo coisas juntas num mesmo tempo
e lugar. O seu sentido mais verdadeiro
emerge quando as pessoas estão ligadas por
elos de confiança, logo, sabem que podem
contar umas com as outras para criar equipes
que catalisam seus esforços de modo eficaz,
porque são vistas como pessoas integrais,
com necessidades emocionais, psicológicas,
espirituais e físicas autênticas.
Percebe-se, nessa dinâmica humana (na
empresa), a participação do afeto, manifesta
de forma simples como uma atenção cuidadosa
para com os outros, os processos, os
recursos, o ambiente, etc., enfim, tudo que
fizer parte da vida empresarial. A expansão
da consciência, então, envolve a empresa,
passa a ser consciência do teamwork e o
princípio motivador que interconecta as
pessoas e os processos no dia-a-dia de
todos.
O
treinamento, o esforço com a educação,
portanto, desde que acompanhando os
processos naturais de evolução, continua
sendo um recurso indispensável para as
empresas, especialmente nesses tempos em que
se busca a manifestação máxima do potencial
humano das pessoas no trabalho. Expandir
consciências não é nem nunca foi algo
acidental; pelo contrário, é comprometimento
e visão: a empresa tem que decidir por
eliminar as barreiras entre os funcionários,
levando-os a atingir níveis de abertura e
apoio mútuo. Qualidades e virtudes (exemplo:
verdade e abertura) são incentivadas e, num
clima como esse, trabalhadores e negócios
tendem naturalmente a crescer, mudar,
aprender e a curar-se de estados anacrônicos
ou ultrapassados. Conclui-se, sem medos, que
a constância do treinamento leva a um estado
de expansão e evolução do saber de tal modo
que as empresas são “forçadas” a evoluírem
como um todo para incorporá-lo, com grandes
transformações positivas ocorrendo ao longo
de todo um processo.
Para ajudar
a manter nosso foco nesse tipo de trabalho e
a garantir a consecução de resultados
concretos, é muito bom saber que essa
tendência gregária reside no inconsciente
humano e que, ao mesmo tempo, ela se reflete
exteriormente na maneira intricada e
interdependente que caracteriza todo e
qualquer relacionamento humano dentro e fora
da realidade empresarial, sendo esse, o
conteúdo com o qual iremos, principalmente,
trabalhar nos treinamentos e nos programas
de desenvolvimento profissional.
* Paulo
César T. Ribeiro é psicólogo, consultor
de empresas, “coach" e "headhunter",
conceituado entre os melhores apresentadores
por sua reconhecida experiência em
treinamentos voltados ao comportamento
gerencial e ao desenvolvimento de líderes,
equipes e outros diversos temas. Diretor da
CONSENSOrh. Email: paulo.ribeiro@conrh.com.br.
Fone: 11.50878897