O VALOR E A
IMPORTÂNCIA DA ÁREA DE RECURSOS HUMANOS
Paulo Cesar T. Ribeiro*
É com muito
orgulho que eu sou chamado de "profissional
de Recursos Humanos”. Isso não é
gratuito, tem suas razões históricas,
sustentadas pelo esforço junto a tantos
colegas e amigos pelo crescimento e
valorização da área, alguns com mais
experiência e tempo de trabalho, outros,
mais jovens, mas que contribuíram com muita
motivação, idealismo, novas percepções e
tecnologias e, por parte de todos,
sobretudo, o empreendedorismo e muita
coragem. Certamente essa foi a composição
que moveu a área de RH do exclusivo controle
da documentação de pessoal para um papel
estratégico na criação e manutenção de
ambientes de trabalho nos quais os
resultados empresariais planejados tenham
maior probabilidade de acontecer. Existe,
hoje, um número sem fim de cases de empresas
que conseguiram fantásticos resultados em
conseqüência da motivação e da capacitação
gerada pela área de RH aos seus
funcionários, empresas que assumiram e
aceitaram que a missão da nossa área,
sejamos funcionários diretos ou parceiros
prestadores de serviços, é a de possibilitar
que diariamente algo de positivo seja
agregado para os funcionários, retendo-os na
organização plenamente motivados. Amigos,
isso tem um significado imenso já que para
isso, os profissionais de RH são
continuamente avaliados em suas
competências, como se estivem sendo checados
em sua responsabilidade pela manutenção de
um clima harmonioso e de um ambiente pleno
de progresso e constantes melhorias de
desempenho. Se esse upgrade aconteceu, não
foi por falta de merecimento; com certeza,
essa transferência de responsabilidade se
deu devido à nossa melhor compreensão dos
desafios organizacionais e a partir daí, uma
atuação focada no crescimento continuo, no
acompanhamento das mudanças, na incorporação
de tecnologia, na atenção aos competidores
locais e globais e, evidentemente, nos
problemas que restringem a produtividade
organizacional. Estou convicto que nessa era
do realismo brasileiro, saímos na frente e
provamos que a chave do crescimento está na
qualidade dos recursos humanos combinada com
estratégias de direção, sendo nossas
tarefas, pelo tempo que for necessário,
transformar características culturais em
fatores de inovação (ex. soluções
alternativas, adaptação de tecnologias,
associação e integração interpessoal),
praticamente reformulando o conceito de
organização. Estamos, dessa forma, gerando
as alavancas necessárias para que a uma
empresa encontre as respostas que a manterão
sintonizadas com as demandas do seu próprio
mercado.
Fantástico!
Estar presente no esforço empresarial e na
geração de riquezas sem perder o ideal de
gerar o bem para as pessoas. Conseguir que a
nossa missão profissional seja a de criar e
manter condições para que um trabalhador
sinta-se motivado a desenvolver sua
capacidade produtiva, utilizando o trabalho
como ferramenta para atingir o sucesso
pessoal e profissional. Isso adquire um
significado especial haja vista que os
valores criadores ou a sua realização,
geralmente, ocupam o primeiro plano das
missões de vida. A esfera da sua consumação
concreta costuma, assim, coincidir com o
trabalho profissional, o qual pode
representar o campo em que o “caráter de
algo único” do indivíduo se relaciona com a
comunidade, recebendo, dessa forma, o seu
sentido e o seu valor. Devemos mesmo nos
orgulhar pois somente os profissionais
sensíveis e com consistente formação e
experiência são capazes de fazer com que uma
empresa acompanhe a demanda por realização
tal qual as transformações na sociedade
global vem estimulando, afinal, a relação
natural do homem com o seu trabalho
(considerado como campo de possível
realização criadora de valores) sofre,
amiúde, um desvio em virtude das
circunstâncias dominantes do trabalho,
sobretudo nos trabalhos mais exatos,
oportunos e quanto mais impessoais e
estandartizados. Em certos momentos, é como
“tirar leite de pedra” o trabalho para levar
o trabalhador a encontrar, muitas vezes num
ambiente completamente não favorável, a
motivação necessária para contribuir de modo
significativo e importante com os resultados
da empresa, e ter consciência (o
trabalhador) de que está fazendo isso.
Importante
frisar a nossa contribuição para a mudança
de paradigmas, uma contribuição fundamentada
na necessidade de quebrar as amarras do
pensamento cartesiano liberando o espaço
para a criatividade e a intuição. A história
tem sugerido que o homem é menos limitado
pelas ferramentas que possui e mais pela
visão e o uso que faz delas, por isso
esforçamo-nos para melhorar a objetividade
da análise e do processo decisório de
pessoas e de grupos na empresa, ajudando-os
a compreender que a análise de problemas e a
tomada de decisão depende do instrumental do
pensamento do decisor e apenas parcialmente
de métodos e técnicas a serem aprendidos,
sendo necessário, portanto, que além do
esforço heurístico da análise racional e
lógica, se incorporem recursos de
criatividade (pensamento lateral) e de
intuição. Sem que percebêssemos, fizemos que
os limites do pensamento analítico fossem
reconhecidos e introduzimos, lenta e
gradualmente, lições do zen-budismo no mundo
empresarial, rompendo com formas e conteúdos
convencionais.
É pra ter
orgulho, sim! Possuímos atualmente, uma
visão abrangente de RH e a gerenciamos como
um negócio, vendo os funcionários como
criadores de valor e não como custos e,
nesse gerenciamento, utilizamos processos
seguros de avaliação de desempenho e estamos
focados no cliente. Adeptos da gerência por
agregação de valor, buscamos eliminar
serviços não essenciais e providenciamos
recursos exclusivamente para criar serviços
de valor agregado. Em ultima análise,
soubemos nos tornar parceiros no negócio e
estamos sustentando que os recursos humanos
de uma empresa devem ser geridos com a mesma
vitalidade com que se gerencia custos de
capital. O sucesso empresarial assenta-se
cada vez mais no recrutamento, na formação e
na retenção dos melhores profissionais.
Soubemos adquirir maior mobilidade no
trabalho e incorporar as novas tecnologias e
temos plena consciência de que a constante
mudança tecnológica origina uma contínua
alteração dos processos de negócio e dos
respectivos conhecimentos especializados, o
que faz com que a nossa resposta, enquanto
RH participante, competente e estratégico,
seja a de investir em desenvolvimento da
liderança, mudança cultural e
organizacional, comunicação interna e
recrutamento. Claro, atuar em Recursos
Humanos dá orgulho, pois respondemos às
empresas que nos confiam as
responsabilidades já mencionadas com
sintonia com a sua intenção estratégica, com
enfoque no essencial, abertura para
contribuições, manutenção do entusiasmo,
adaptabilidade operacional e coerência de
atuação e, por fim, com o sucesso desta
organização.
* Paulo
César T. Ribeiro é psicólogo, consultor
de empresas, “coach" e "headhunter",
conceituado entre os melhores apresentadores
por sua reconhecida experiência em
treinamentos voltados ao comportamento
gerencial e ao desenvolvimento de líderes,
equipes e outros diversos temas. Diretor da
CONSENSOrh. Email: paulo.ribeiro@conrh.com.br.
Fone: 11.50878897